




Também no dia 29 de março foi realizado o recadastramento para o povo de terreiro que recebe as cestas alimentares através do Programa Fome Zero, do governo federal. Representantes de mais de 30 terreiros da Grande João Pessoa estiveram presentes.A pedido de Mãe Lúcia, o consultor de sistemas gerenciais da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR), Nilo Nogueira, recomendou que fosse feito um recadastramento para que o governo conheça o povo das religiões de matriz africana.
Atualmente a Paraíba recebe apenas cem cestas destinadas ao povo de santo, quando a demanda é dez vezes maior. A culpa do déficit de cestas em relação ao grande número de necessitados é do próprio povo que, quando perguntados pelo Censo Nacional sobre sua religião, se dizem espíritas.
Durante a palestra que precedeu o recadastramento, Mãe Lúcia pediu mais uma vez que o povo de santo responda ao Censo de forma correta. "Não podemos nos esconder em outras religiões, somos de matriz africana e o governo precisa saber que existimos, ou as outras religiões continuarão recebendo o auxílio que deveria ser destinado ao nosso povo", disse a ialorixá.
Quem também esteve presente na reunião foi o superintendente da Emlur, Coriolano Coutinho, que se surpreendeu com o tamanho do povo de santo e disse que as políticas públicas devem chegar à todos.
Coutinho se mostrou feliz em conhecer o povo de terreiro da região metropolitana da capital e firmou uma parceria com o Centro de Cultura Afro-brasileira Ilê Axé Omidewá, onde trará as oficinas de arte da Emlur para o povo de santo e a comunidade do Valentina.

1 comentários:
Mãe Lúcia, sou seu admirador incondicional.A senhora é GENTE QUE FAZ.A senhora É A MULHER!!! PARABÉNS.
Postar um comentário